No século XVIII, uma garota andava despreocupada pela Finlândia, quando de repente, viu um arco-íris completamente diferente de todos os outros: ele era brilhante, ele era lindíssimo, parecia até que era possível tocá-lo...
A garota era eu.Eu não estava com pressa, na realidade nem sabia onde queria chegar. Por isso, simplesmente fiz o que tive vontade: fui até o final do arco-íris.
Lá encontrei um desses duendes que vive na sombra, ele me disse que por eu ter chegado até ali poderia escolher entre dois prêmios: ou um pote de ouro ou uma viagem.
Infelizmente, eu conheço os duendes muito bem para dizer que o negócio do pote de ouro era mentira, mas a minha ingenuidade no momento não me deixou entender que a história da viagem também não ia dar certo.
Abro um parênteses para dizer que estou realmente muitíssimo preocupada com o número de pessoas que ainda caem nos golpes dos duendes, por isso mesmo irei fazer um artigo para ajudar àqueles que ainda não conseguem distinguir com facilidade um duende de um pé de alface.
Voltando com a história, eu aceitei a viagem daí ele deu gritinho agudo pra sei-lá-quem e me olhou bem no fundo dos olhos e falou desse jeito: "Gire quatro vezes, caia no chão e grite como eu fiz" eu fiquei olhando pra ele assustada, com cara de paisagem, até que ele fez uma careta e eu não aguentei mais olhá-lo e fiz o que me pedira. Depois do gritinho, ele me entregou um cubo ( parecido com um hexágono de Saturno) e me disse para jogá-lo no chão. Quando eu o fiz, um portal se abriu e a viagem começou.
No lugar onde cheguei, havia montanhas brancas, árvore brancas e um monte de coisas brancas e de aparência gélida (apesar do calorão de -13ºC)... De repente apareceu um pônei branco... Que vomitou um arco-íris no chão. O vômito dele tingiu seu pelo e ele começou a crescer. Do nada apareceu uma pégaso voando por lá.
O [ex] pônei e a pégaso se encontraram e se apaixonaram S2.
Ela ficou grávida e um belo dia me chamaram para ir vê-la. Um filhote nasceu, dois filhotes, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove... O mundo ficou completamente cheio daqueles íris-córnios-pégasos recém nascidos!
O duende apareceu então gritando igual a um duende dizendo que a culpa da "desativação" daquele mundo era toda minha e que eu deveria arranjar um jeito de levar aqueles seres todos para outro lugar.
Eu olhei bem pra cara do duende e saí correndo em direção ao portal. Enquanto corria, sentia cada vez mais vontade de levar um dos íris-córnios-pégasos comigo, então me abaixei e peguei uma delas e voltei a correr. Cheguei no portal antes do duende e depois atravessá-lo, fechei-o e joguei a chave fora.
Mas, como eu já disse, conheço bem os duendes para saber que eles sempre conseguem abrir portais usando pó de lua e meia velha, então, só pra garantir, continuei correndo, a unicórnia colorida (sim, ela tem um chifre) comigo e o cansaço também.
Em determinado momento, chegamos a um lago, podendo atravessá-lo a nado ou contorná-lo. Como o contorno nos faria perder tempo, olhei pra unicórnia e falei : "A gente vai nadar". Ela me olhou bem no fundo dos olhos e falou: "Asssikirikika mima hitin hatu mikiporatuyaficavero". Eu fiquei com cara de interrogação por um momento, mas logo tive que tomar uma decisão, que foi jogá-la na água. Daí ela gritou e quase afundou, então tive que ir lá para pegá-la. Acontece que o que ela falou fora, no seu idioma nativo, Gacungalês, "Eu não sei nadar."
Por isso, as asas dela ficaram cheias d'água, então quando lhe pedi educadamente que voasse para nos levar para longe daquele lugar, ela não conseguiu.
Mas então ela conseguiu uma proeza melhor ainda: ela conseguiu esticar o pescoço (devido à um parentesco longínquo com batatas flutuantes do espaço) de forma a nos levar a outro lugar. Logo, me segurei nela e ela me trouxe... ao Brasil.
Quando coloquei meus pés no solo brasileiro uns carinhas portugueses me cobraram impostos e eu fiquei pobre.
Depois de algum tempo, avistei no jardim botânico de Vênus uma girafa chamada Jurema, e em sua homenagem, pus o mesmo nome na minha unicórnia.
Hoje está tudo [mais ou menos] bem com ela, e espero que a família dela esteja feliz no mundo deles de arco-íris, potes de ouro e pôneis coloridos.
Ademais, preciso dizer:
Moral da história: não se misture com os duendes! Gentalha! Gentalha!
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| Jurema feliz brincando nas nuvens |


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